A palavra que intitula este texto sempre surge em minha mente quando percebo as mazelas brasileiras que ano após ano não se extinguem, pelo contrário tornam-se cada vez mais frequentes e assomam a população indiferente a sua origem e/ou crença, como provável solução destas.
Aliando oportunidade e o ideal de promover a realização justa do sonho de milhões de brasileiros, surge o curso pré-vestibular Universidade Já, projeto realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU), por meio do Núcleo de Educação Inclusiva (Neif), oferecido pelo Governo do Estado através da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH) no seu sistema conhecido por POD (Programa de Oportunidades e Direitos).
A iniciativa chega ao estado do Rio Grande do Sul, com três sedes uma em Santa Maria e duas em Porto Alegre, carregando consigo a marca de 64% de aprovação em universidades federais.
Estudo atualmente em uma das sedes de Porto Alegre e presencio a cada noite uma motivação diferente entre meus 200 colegas, que trabalham e mantem seus compromissos devidamente, mas que estão sempre presentes demonstrando interesse em quebrar essa barreira criada pela promoção, em maior número, do Ensino Superior àqueles abastados economicamente, embora estes mesmos sejam minoria em nosso país. Surpreende o fato de o mais velho da turma ter sessenta anos se comparado a novata de dezesseis que vos fala.
Nesses últimos dias, minha rotina foi completamente alterada e sei que faço falta a algumas pessoas, da mesma forma que essas compreendem que o meu futuro está em jogo. Tenho observado continuamente as faces da capital gaúcha ao entardecer e à noite, confesso que a duplicidade é apavorante. Mas há a conformidade de alguns pela característica de "cidade grande" que lhe é atribuída, felizmente não apresento a mesma e acredito que Porto Alegre tem muito a mudar e a demora não é representada somente pelo atraso das obras no estádio Beira-Rio. A Copa do Mundo virá na mesma época em que chuvas atormentam nosso estado, se a capital não criar estratégias tanto ao trânsito conturbado quanto as ruas e avenidas alagadas e calçadas com suas armadilhas para os pedestres, as frentes frias coibirão o povo gaúcho de demonstrar sua alta capacidade receptiva por meio de seu chimarrão e de toda sua cultura, uma das mais belas do país.
Oportunidades...vou seguir determinada nesta trajetória que iniciei com meus 200 colegas em busca de um futuro melhor, mas não poderia deixar de citar que a grande chance de o país e de suas capitais tornarem-se atrativo turístico constante das rotas estrangeiras está se esvaindo aos poucos como a crença de que o "muito é para poucos".
Este Refúgio tem como principal objetivo dividir um pouco do que penso a respeito de diferentes temas que estão presentes no caminho que percorro e direciono a minha vida. Acredito que deva atingir a cada leitor com a sua intensidade, a sua VERDADE diante do que lhes apresentarei.
30 de outubro de 2011
Desejo de meu ser...
Quero fazer um pedido,
Almejo que o mesmo seja atendido,
Peço ao homem consciência...
Para que preze obediência
Às regras da natureza.
Quero ouvir os cantos dos pássaros,
Cujos sons resplandecem ao vento,
Representação da alma
Que embora não seja vista,
É de toda sentida.
Quero cruzar fronteiras
Através de minhas palavras e ações
Não só fronteiras físicas,
Como também aquelas que dividem gerações.
Quero ser GRANDE,
Por algo pequeno,
Se não acreditas...
Saibas que a palavra AMAR
[com apenas 4 letras],
Atinge infinitas formas.
Quero sentir SAUDADE,
Não significando um momento passageiro
Quero ter como certeza,
[além da morte que um dia virá]
Que tudo aquilo a que me dedique
Valide o compromisso que tenho,
De fazer-me inteiramente presente,
Quando preciso for e
Que o choro por uma derrota
Seja minimizado a cada sorriso de uma vitória,
Que imprime em mim
O desejo de ser INDISPENSÁVEL...
Ontem, hoje, amanhã...
De todo meu coração/razão!
Almejo que o mesmo seja atendido,
Peço ao homem consciência...
Para que preze obediência
Às regras da natureza.
Quero ouvir os cantos dos pássaros,
Cujos sons resplandecem ao vento,
Representação da alma
Que embora não seja vista,
É de toda sentida.
Quero cruzar fronteiras
Através de minhas palavras e ações
Não só fronteiras físicas,
Como também aquelas que dividem gerações.
Quero ser GRANDE,
Por algo pequeno,
Se não acreditas...
Saibas que a palavra AMAR
[com apenas 4 letras],
Atinge infinitas formas.
Quero sentir SAUDADE,
Não significando um momento passageiro
Quero ter como certeza,
[além da morte que um dia virá]
Que tudo aquilo a que me dedique
Valide o compromisso que tenho,
De fazer-me inteiramente presente,
Quando preciso for e
Que o choro por uma derrota
Seja minimizado a cada sorriso de uma vitória,
Que imprime em mim
O desejo de ser INDISPENSÁVEL...
Ontem, hoje, amanhã...
De todo meu coração/razão!
14 de outubro de 2011
Queria Ter Asas...
Às vezes queria ter asas...
Para alcançar as nuvens
E refazer quem sabe alguns desenhos, que quando criança
Ficava horas a observar...
Às vezes queria ter asas...
Para atravessar rapidamente os mais afastados locais,
Aos quais encontram-se os mais diversos segredos do Universo...
E cuja descoberta, se possível, possibilitasse o melhor que venha a fazer
Acerca dos desafios gravitacionais que nos são propostos,
Seja pela ocasião e ou estado de espírito,
Sempre somos colocados à prova de insanos perigos.
Queria ter asas para que o ponto mais alto
Demonstrasse que a beleza vista de cima
É a mesma que a cada dia nos é apresentada, seja horizontal ou verticalmente
E que infelizmente não sabemos conservar e apreciar...
Queria poder ter asas...
Para que o voar relevasse minh'alma
A liberdade que sempre lhe foi concedida,
Mas que a exemplo de Ícaro, aprendera seus limites.
Queria ter asas para estar perto do arrebol
E ter a certeza que a despedida
Dura o suficiente para que um novo espetáculo
Revele-se ao amanhecer.
Para alcançar as nuvens
E refazer quem sabe alguns desenhos, que quando criança
Ficava horas a observar...
Às vezes queria ter asas...
Para atravessar rapidamente os mais afastados locais,
Aos quais encontram-se os mais diversos segredos do Universo...
E cuja descoberta, se possível, possibilitasse o melhor que venha a fazer
Acerca dos desafios gravitacionais que nos são propostos,
Seja pela ocasião e ou estado de espírito,
Sempre somos colocados à prova de insanos perigos.
Queria ter asas para que o ponto mais alto
Demonstrasse que a beleza vista de cima
É a mesma que a cada dia nos é apresentada, seja horizontal ou verticalmente
E que infelizmente não sabemos conservar e apreciar...
Queria poder ter asas...
Para que o voar relevasse minh'alma
A liberdade que sempre lhe foi concedida,
Mas que a exemplo de Ícaro, aprendera seus limites.
Queria ter asas para estar perto do arrebol
E ter a certeza que a despedida
Dura o suficiente para que um novo espetáculo
Revele-se ao amanhecer.
7 de outubro de 2011
Confesso...
Que cada amanhã tarda,
Como tarda há existir o esquecimento.
Que nada há de ferir-me mais
Do que todos estes acontecimentos citadinos,
Que nada compete a mim...
Que também não lhe venha a competir!
Que enquanto amanhece,
Sigo insone, sem sequer saber uma prece...
Que o desejo de apressar os meses
É o mesmo de torná-los ínfimos...
De que me adianta ter cada vez mais,
Se valorizo cada vez menos?
[(Hipocrisia seria dizer-me que também não sinta o mesmo!)]
Que a cada grito,
Um sussurro venha a ser ouvido...
Que a cada vez que eu venha a chorar,
Uma nova lágrima venha a tornar-se na vertente da dor
Oprimida pelo transparecer
Firmeza àqueles que necessitam
Encontrar em ti a força para prosseguir
Resiliente a tudo e a todos!
Confesso que nada tarda tanto quanto o extermínio da mentira
Difundida pelas ruas e destruidora de lares e famílias!
Como tarda há existir o esquecimento.
Que nada há de ferir-me mais
Do que todos estes acontecimentos citadinos,
Que nada compete a mim...
Que também não lhe venha a competir!
Que enquanto amanhece,
Sigo insone, sem sequer saber uma prece...
Que o desejo de apressar os meses
É o mesmo de torná-los ínfimos...
De que me adianta ter cada vez mais,
Se valorizo cada vez menos?
[(Hipocrisia seria dizer-me que também não sinta o mesmo!)]
Que a cada grito,
Um sussurro venha a ser ouvido...
Que a cada vez que eu venha a chorar,
Uma nova lágrima venha a tornar-se na vertente da dor
Oprimida pelo transparecer
Firmeza àqueles que necessitam
Encontrar em ti a força para prosseguir
Resiliente a tudo e a todos!
Confesso que nada tarda tanto quanto o extermínio da mentira
Difundida pelas ruas e destruidora de lares e famílias!
Vida ou tormento?!
Nada há de se apagar...
Nada há de se imaginar...
Como um final sem um início,
Nada, a não ser...
O ser errôneo e prolixo
A andar às avessas,
Sem reles ou gentileza.
Basta uma palavra,
Para transformar um dia,
Basta uma atitude,
Para mudar toda uma vida!
Tender a ilusão
É deixar-lhe dependente de uma criatividade
Por oras Deprimente...
Já que não há pior manifesto,
Do "parecer e conviver" em um pensamento ou sonho
Incompleto e que não condiz
Com os planos traçados.
Eis que surge a dúvida,
Realmente existimos ou tudo que entendemos por vida,
Nada mais é do que um tormento das mentes travessas?
Nada há de se imaginar...
Como um final sem um início,
Nada, a não ser...
O ser errôneo e prolixo
A andar às avessas,
Sem reles ou gentileza.
Basta uma palavra,
Para transformar um dia,
Basta uma atitude,
Para mudar toda uma vida!
Tender a ilusão
É deixar-lhe dependente de uma criatividade
Por oras Deprimente...
Já que não há pior manifesto,
Do "parecer e conviver" em um pensamento ou sonho
Incompleto e que não condiz
Com os planos traçados.
Eis que surge a dúvida,
Realmente existimos ou tudo que entendemos por vida,
Nada mais é do que um tormento das mentes travessas?
19 de setembro de 2011
Deus e o Diabo na terra do SOL...
Sou leitora assídua do jornal Diário de Canoas e de sua versão dominical ABC, ressalto as colunas de Francisco Ferraz e de Walter Galvani como instrumentos de preparação ao ENEM e ao Vestibular, tanto que os comentários destes surgiram exatamente como respostas que satisfaziam a questões de Simulados e com sorte também aos desafios anteriormente citados. Hoje destaco um dos melhores textos de Galvani deste ano, concordo do princípio ao fim de todas as ideias transcritas, que compiladas formaram este belo exercício que intimida a reflexão de quem somos, o que fazemos e o que queremos na Terra que habitamos e ao mesmo tempo desprezamos!!
"O norueguês louco, o brasileiro assassino e suicida que atirou nas crianças da escola de Realengo, o cara que degolou a namorada, os religiosos extremistas que amarraram uma bomba na barriga, enfim todos estes desequilibrados que matam em nome de Deus, do Diabo, da Pátria, da Justiça, da Injustiça, todos estes que trocam a vida das pessoas pelos seus cinco minutos de fama , todos eles têm o meu desprezo, mas isso não é suficiente...
Poderia escrever aqui que eles têm também o meu ódio, mas como as reservas de raiva deles são maiores do que as minhas, como aprendi que é preciso dar a outra face a quem te bateu no lado direito do rosto, não me sinto como a pessoa capaz de propor uma solução para esta humanidade desvairada que viaja no planeta Terra neste dia 31 de julho de 2011, enquanto seguimos esta rota estelar.
Acho que existe uma coisa que se pode denominar tolerância, sem escorregar no medo ou na covardia, algo que poderia ser classificado como educação e elegância no trato com os demais animais que povoam nossa precária nave, mas também existe uma coisa chama impunidade que, infelizmente, gera monstros humanos nos pontos mais inesperados do globo terráqueo.
Gente que se baba de gozo vendo a sua loucura alcançar a repercussão mediática que imaginou para si, ao verificar que o mundo inteiro, num segundo, toma conhecimento de sua hiperbólica loucura, quando antes, nem que levasse anos chegaria ao conhecimento de todos os povos.
Há dias que transita pela minha cabeça a sequência de monstruosidades que o bicho homem é capaz de fazer ao bicho homem, pois não se conhece nenhum outro animal que o faça, e então, só posso apelar para as reservas de solidariedade daqueles com quem mantenho relações de proximidade e trocas, para que façamos uma rede de repúdio à essa gente miserável.
Melhoramos o mundo? Provavelmente não. Mas, pelo menos poderemos dizer, que apesar de tudo acreditamos que a sanidade mental é um bem digno de ser alcançado e cultivado e que não a trocaremos pelo medo, pela covardia ou pela rendição.
Polícia, Exército, Cidadãos! Formai vossos batalhões como em 1789. A civilização precisa derrotar a barbárie."
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