13 de março de 2012

1 Ano e O Melhor ainda está por vir!

Há 1 ano =  12 meses- 365 dias- 8760 horas-->  surgia o Refúgio de Verdades, de fato uma pequena parte de tudo o que foi vivenciado neste período foi descrito com toda sinceridade e alguma subjetividade. Ao final de cada postagem um sentimento ímpar, por vezes sorri e outras chorei, percebendo que realmente através da escrita comunicamos o que não conseguimos expressar verbalmente. 
Por isso confesso meus sentimentos e muitas vezes fico em silêncio por não conseguir explicá-los, não é à toa que as reticências têm sido usualmente colocadas ao final de algumas frases. Não faço do blog uma válvula de escape, utilizo como uma ferramenta onde posso manisfestar e compartilhar com meus leitores aquilo que tantos tendem a esconder. Multiplico a essência de meu ser e espero que tenha cumprido, até o presente monmento, com a  intenção de tornar este um refúgio aberto a todo pensamento ou mágoa. 
Cada vez que escrevo, recordo que ao final de muitas tardes, após a aula, o "arrebol papeado" trazia um conforto e ao mesmo tempo era um incentivo a tornar pública algumas de minhas ideias. A origem deste incentivo já foi citada no primeiro "post" e torno a fazê-lo: Pâmela Aguilar, MUITO OBRIGADA! A coragem expressa a cada dia estabeleceu que o número 13, por vezes contestado como algo ruim, abrisse uma janela ao ponto de vista que cada um possui ao interpretar o que lhe é proposto e tem em si o oposto do que dizem do número, somente positividade e cumplicidade.
O dia de hoje tem como palavra chave: Escolha! Por exemplo, quando resolvi construir o blog, você resolveu ler o que está lendo, a maneira, a hora e o motivo, partiram de escolhas que adotamos. Tudo o que vivenciamos é o reflexo do que optamos! Podes discordar a respeito dos problemas, nem sempre os criamos, mas se surgiram foi por uma  falha que não soubemos ou porque não queríamos anteriormente administrá-la.
O medo coíbe que façamos as Escolhas arriscadas, muitas vezes priorizamos as adequadas para nos sentirmos confortáveis e continuarmos apenas participando de algo que conhecemos "o seu final lógico". Por outro lado, há momentos que adiamos uma escolha como forma de evitarmos um confronto. Não, não as adiamos, escolhemos não tomá-las por mais uma vez MEDO de ferirmos a nós mesmos e àqueles que amamos. Eu, tu, ele, nós, vós, eles, não importa a pessoa, o número ou o tempo da conjugação, todos temos por vida o verbo ESCOLHER!
Por favor, não me digas que tu nunca escolhestes até mesmo aqueles com quem conversas ou aqueles que tens certeza de que permanecerás conversando. Não negue os fatos, escolha enfrentar essa verdade que não é minha, mas de toda a sociedade em qualquer parte do globo.
Toda escrita possui um tom, espero que me entendam não como se eu estivesse relatando o objeto do texto em um tom robusto, mas como aquele que é tranquilo e transmite a calma daqueles que possuem razão. Tudo bem, concordo que em alguns textos este tenha sido alterado pela emoção. Cada texto para mim é uma composição especial das descobertas que faço, as palavras asseguram a ideia e porque não dizer que alguns refletem a imagem de um diamante a ser lapidado. 
Agradeço do fundo do meu coração a atenção dedicada a leitura deste que se faz presente e integra o passado e também o meu futuro, bem como o de cada leitor que deixa sua marca registrada, seja pela estatística ou comentário. Obrigada por me mostrarem que é possível sim ultrapassar as 1000 visualizações e quem sabe daqui a um tempo 10.000, 100.000... Enfim, deixo a vela simbólica para a data e espero que nossos pedidos sejam realizados!




PS: Música Nova do Nickelback--> Lullaby! 

" To let you know that you're not alone...
Please let me take you...
Out of the darkness and into the light!
(...) And the Best is yet to come!"



 


27 de fevereiro de 2012

Vivenciando um sonho!

Após 10 anos, a rotina no dia de hoje se modifica, os passos que direciono são pelas ruas da capital gaúcha e não mais (em sua maioria) percorrem as da região metropolitana; o muro azul não pertence ao Colégio, mas à Universidade. Construir com orgulho a primeira turma de Relações Internacionais na Universidade do Vale dos Sinos (Unisinos)- fundada em 1969- é a meta a qual almejo concluir com amplo sucesso. Entretanto, antes de planejar o futuro devo retornar ao passado e relembrar que neste mesmo dia, em um ensino "comum" para minha idade, deveria iniciar o 3° Ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Marechal Rondon.
Ao escrever o nome já sinto um aperto no peito, durante uma década nesta instituição de ensino, praticamente, tive meu crescimento acompanhado por diferentes professores, que demonstravam a mesma intensidade de seus sentimentos por estarem fazendo parte de minha história, diretores e fases que tenho certeza que duraram um tempo maior do que muitas vidas a terem plenamente se desenvolvido. As lições que recebi e acredito que  tenha também ensinado são as mesmas que me tornaram forte e me fizeram galgar a vaga que ocupo.
No Rondon tive momentos completamente opostos, no Ensino Fundamental fui a aluna excluída por sua turma, de fato pela parte feminina que a compunha, mas nada que me abalasse profundamente já que a companhia e as aventuras dos guris me pareciam muito mais interessantes. (Incrível episódio, pois ao analisarmos os pequenos, geralmente, estes não gostam de ver um colega isolado e tentam reunir um grupo através de sua ingenuidade e objetivo comum do brincar...)
Confesso que por vezes chorei, afinal era uma criança e não entendia a diferenciação por ser a "novata". Talvez pela maneira que me comportasse ou pela uma timidez exacerbada que levava a uma retração total na participação das atividades e evidenciada em alguns textos observados pela professora Dulce fizeram  com que ela  adotasse a melhor atitude que uma professora já realizara em meu ensino: Trocar-me de turma!Com a mudança, literalmente, transformei-me em uma pessoa comunicativa e destemida, já que de alguma maneira aquela turma oprimia o carisma e limitava o desenvolvimento de meu ensino, exemplo clássico da influência do meio sobre os seres.
No Ensino Médio, com a parceria do Instituto Unibanco e a confiança que obtive de meus mestres, pude colocar algumas metas em prática e posso afirmar que de tal forma minha formação fora diferenciada, não apenas assisti às aulas como também atuei e busquei inovar o ambiente escolar. Ápice dos manifestos que conduzem cada qual à sua personalidade e aos objetivos de vida, definição de parte da certeza daqueles que terás ao teu ledo em toda a tua trajetória, minha percepção para este que é um dos principais momentos a que todos um dia passarão, se a oportunidade lhe for ofertada.
Com a aprovação na Universidade todas as emoções afloram do coração e manifestam-se por lágrimas , sorrisos, gritos, justificando toda a luta que travei para a realização deste sonho aos 17 anos - inspire-me, desde pequena, em meu pai que também ingressara com esta idade na jornada preparatória ao futuro. Este é um relato breve, talvez não contenha todas as palavras que gostaria de escrever acerca do tema, provavelmente porque muito emocionada tenho os olhos marejados e com suspiros seguro minhas lágrimas.
Sou e sempre serei grata aos meus mestres, ao Colégio Estadual Marechal Rondon (minha segunda casa), aos meus amigos e colegas que peço perdão por não ter tido um contato maior. "Apenas os tolos aprendem com suas próprias experiências!", mensagem da minha primeira aula como universitária!

PS: #Fatos marcantes: Ao atravessar o portão da Unisinos, escutando ao programa Pijama Show da rádio Atlântida, tive como trilha sonora a mesma música que escolhi para minha entrada de formatura (Every Teardrop is a Waterfall - Coldplay) e acima próximo as nuvens um avião sobrevoava o campus: voos mais altos e não menos arriscados, enfim começo a pilotá-los!      

"Prefiro ser uma vírgula a um ponto final!"




6 de fevereiro de 2012

Canoas, 20 de janeiro de 2012.


Enquanto eu caminhava,
Sentia uma esperança que inflava o peito
E quem sabe, logo, tornaria-se uma lágrima de ???
Dava passos em uma calçada,
Que a cada pegada, não planificava uma provável vida.
Pela passarela, via os carros e uma BR congestionada...
Todos querem descanso, todos almejam a praia!
Cruzo o centro, esbarro em pessoas com caras amarradas
Que até mesmo praguejavam com o olhar e atraíam negatividade.
Conduziam-se, por horas marcadas, a determinados destinos,
Mas não por vontades próprias de alcançá-los. 
Chego ao local em que muitas histórias se misturam,
Biblioteca Municipal João Palma da Silva, uma lista estava por ser vista 
  E por definir o ano - a continuação de minha história...
Uma tela com vários nomes de novos personagens,
Exceto o que designa a minha existência.
Não o encontrei naquela lista...poderia desistir e tornar-me mera coadjuvante...
Entretanto, antes de retomar a caminhada,
Paro diante do avião que, em quase todas as noites, observara antes de findar mais um dia.
Procuro reencontrar os planos e premissas de voos mais altos e não menos arriscados,
Mas que, infelizmente, não irei pilotá-los neste ano.
Nas asas daquele F8 Gloster Meteor  estão pintadas estrelas, que nesta noite procuro
Para que com cabeça erguida eu possa perseguir o caminho que impulsiona novos ares!
Com segurança, Não permitirei a queda!
Mas decolarei sem fronteiras!
Findo um ciclo e inicio uma nova jornada!

"Eles passarão...Eu passarinho!" 
                                                                Mário Quintana.   



2012 - De verdade Juntos!

Antes de mais nada FELIZ 2012, caros leitores!! Um sincero DESCULPA também é bem vindo...
Sim ,"Eu tenho fé na Força do Silêncio" e confesso que, por oras, arrependo-me de não ter encerrado o primeiro ano via Blogger com um texto especial e repleto de agradecimentos pelo apoio que tenho recebido e sem o qual não continuaria escrevendo. Não recebo muitos comentários dos posts, mas os poucos que chegam são suficientes se comparados com o número de acessos da página (que me surpreendem sempre, por isso MUITO OBRIGADA!).
Porém, certas coisas acontecem por determinadas razões inexplicáveis, se existirem, (ressalto que  falo com o coração e o Português é só o idioma que tenho utilizado, mesmo que com erros e/ou redundâncias) entendo que não era para tê-lo escrito, porque a vida daquela que vos escreve tem algumas páginas incompletas e alguns borrões  que as lágrimas fizeram aparecer neste 2011. Subjetividade é parte de minha alma, não vou fazer detalhes do que me fez chorar, por outro lado, vou compartilhar algumas experiências que têm me feito repensar em como viver ou até mesmo sobreviver como essência, como um ser que com pouca  idade tem seus sonhos e muitas vezes encontra limites no caminho e tende a eliminá-los ou a refazer a rota com o tempo. (Não, não estou querendo  falar de uma vida atada à rotina sem a qual muitos não saberiam a sua maneira de existir num 'mundo globalizado e de contrastes').
* Para muitos já perdeu o sentido, mas no commuting diário de Canoas a Porto Alegre, nas trilhas do trem, cruzam-se inúmeros destinos. Observar a velocidade e a ferocidade do cotidiano, ambas  não muito distantes, pelos olhos cansados daqueles desconhecidos e que de certa forma ficavam curiosos pelo o que eu estava lendo.  Lia as leituras obrigatórias para o vestibular da UFRGS (caso algum curioso desconhecido pelo acaso venha a ler esta página), mas aqueles livros também eram escudos em que eu  apoiava minha curiosidade. Cariocas, coreanos, interioranos, altos, baixos, estranhos e simples que juntos naquele vagão transportavam suas preocupações. Enquanto eu os olhava, percebia que a cada dia reservavam aquela "viagem" à futilidade e por fim concluía que por tantas vezes repetida o Guaíba nem era visto, criavam um mundo único e habitado por males que poderiam ser resolvidos por uma conversa (lembrando algo persistente nas colunas de Paulo Coelho: às vezes a Vida tem algo a dizer por pessoas desconhecidas, não simples pessoas, mas anjos reunidos em determinado local e que saem sem concluir sua missão por medo daquilo que não estão acostumados). Conversei com alguns, recebi conselhos que nem o mais íntimo amigo meu poderia dar, porque aquele que me aconselhava nem sabia o que eu estava passando e muito menos o meu nome. Relato breve de uma senhora (espero revê-la no C2 um dia): "Guria...tão nova e tão preocupada, expressão séria quebrada por um sorriso, não? Muitos jovens não gostam de conversar com velhos, mal sabem eles o que perdem...Sabe, eu não tenho medo dessa minha velhice, levo como experiência de vida e te parabenizo por estar me ouvindo. Teu futuro vai ser brilhante, vejo nos teus olhos, sei que não é fácil...mas o que é? Minha neta faz o mesmo curso que tu queres (Relações Internacionais), idiomas, cursos, viagens, mas o que importa são as pessoas desse planeta, não? Segue com a cabeça erguida, não leva apenas as desilusões, nunca deixa de perseguir teus sonhos! Te cuida, minha filha e até um dia!" - 10 minutos que valeram todo o dia!
* Ruas de Porto Alegre, calçadas com problemas comuns a tantas outras cidades, pombos além do normal destas. "Artemosfera" espalhada pela cidade, como na Av. Mauá -"Por trás do muro"- uma sequência de imagens do Guaíba e na Borges de Medeiros algumas fotos "sofridas" como uma árvore em meio a uma tempestade descomunal. Em meio a confusão citadina, um lembrete de que tudo ainda é parte da natureza modificada pelo homem.

*PS: Vou deixar a conclusão do texto para uma continuação, para que não se cansem...sei que aqueles que leram até aqui são os mesmos que sempre encontrarão neste um refúgio seguro e que os abraça a qualquer hora! Até a próxima!
 

18 de dezembro de 2011

#Breve

O futuro é uma incógnita que resolveremos com o tempo! Sonharmos apenas não é  suficiente, mas é necessário para traçarmos nossas metas e procurarmos ao máximo a felicidade, por um breve sorriso ou por uma lágrima que atravessa o  peito e surge com efeito de verdadeira demonstração de tal sentimento.

"Quem canta refresca a alma,
                  Cantar adoça o sofrer;
                                       Quem canta zomba da morte:
                                                                     Cantar ajuda a viver!..." (Simões Lopes Neto)



"Metade da minha vida está escrita em páginas de livros.
Vivi e aprendi dos tolos e dos sábios.
Você sabe que é verdade,
Todas as coisas que você faz
Voltam para você.

Cante comigo
Cante pelos anos
Cante pelo riso e cante pelas lágrimas,
Cante comigo
Se for apenas por hoje,
Talvez amanhã o bom senhor a levará.

Sonhe
Sonhe até que seu sonho se realize!"


16 de novembro de 2011

7 bilhões

Ciclos temporais, atemporais; viver, agir, aprender, descobrir, trabalhar, vencer, sorrir, chorar e sobretudo lutar! Palavras facilmente reunidas no cotidiano de 7 bilhões de pessoas que habitam a Terra, embora seus significados e atuação sejam completamente divergentes.
Seres humanos, seres racionais, aparentemente...os dias tornaram-se maquinais e a incapacidade de percepção do tempo, projetos de vida  e consequências, assoma a maioria irracional e indiferente ao seu redor. Às vezes me questiono o porquê de procurar na África uma imagem alarmante para representar a fome, desabrigo e influência de um ambiente desprotegido à vida, se basta andarmos algumas ruas, principalmente à noite, para nos depararmos com os mesmos sentimentos e dificuldades que muitos brasileiros estão expostos. Gostaria de registrar uma imagem, por respeito deixo que você a construa, imagine uma senhora com aproximadamente 70 anos, que dorme em uma cadeira de praia diante de um vendedor de cachorro quente, para sanar sua fome através do olfato.
Preocupante, mas pior do que isso é cruzar por essa senhora, todas as noites, sem poder ajudá-la e ainda perceber que muitos também cruzam por ela, tratando a imagem com naturalidade e irrelevância. Entretanto, anormais tornam-se meus atos de boa educação e gentileza ao ceder meu lugar nos transportes públicos a idosos, gestantes e crianças, onde está o heroísmo que os olhares transformam estas minhas atitudes?
Eis que surge a indagação, onde nós erramos, quem errou, quando e por que estamos inertes a tudo e a todos? Minha modesta explicação, se pensarmos a sociedade, como grupo, perceberemos que o erro de um é o dominó que derrubará todos os outros, mas é isso o que falta: PENSAMENTO EM CONJUNTO! O egoísmo exacerbado, praticado pela noção incomum de competição, destrói o grupo, ninguém será "O Melhor" sozinho, não será e nem fará o melhor de si...Também da premissa de competição surgem as incivilidades e o problema fatual da violência, mas novamente a "racionalidade" humana é como uma venda que não permite ao homem identificar o ANIMAL que evoluiu e que por oras anda se autodestruindo e extinguindo.
Extinção, morte...sempre fui "fria" ao tratar deste assunto, porém tristemente acompanhei a um velório que foge completamente do ciclo da vida, acredito que a maior dor de um pai é ter de enterrar seu filho e presenciar tal fato, levou-me a modificar meus conceitos quanto a morte...o silêncio eterno, embora tenha sussurros do espírito presentes na vida daqueles que o amaram e não o esquecerão até o reencontro, independente do tempo que for preciso.
TEMPO...pesquisas científicas estão sendo feitas para comprovar que este transcorre mais rapidamente, em comparação a outras épocas. Ora,ora, época é adequação do tempo, será que esta também será alterada? Relógios, contagem dos dias, semanas, anos, épocas, eras, adaptações humanas passíveis de erro. Minha controvérsia ao relógio, criação que nos limitou a orientar nossos rumos pelo compasso de três ponteiros, rosa dos ventos mecânica, (absurdo?!, antes fosse...).Quando criança, queria construir uma máquina do tempo, para acelerá-lo e prevenir que fatalidades se tornassem reais; hoje gostaria que a máquina trabalhasse em "slow motion", para aproveitar melhor cada segundo e não deixar nada inacabado. O que venho ultimamente a denominar "incompetência", concluo como sobrecarga, mas quem está livre desta se realmente quer vencer?
Distribuir este sobrepeso com os demais é inaceitável no campo de obrigações e responsabilidades próprias, por outro lado se cada um obtiver consciência, de que cumprindo com as suas adequadamente, já está construindo com os outros alicerces indispensáveis a propagação de uma sociedade que busca justiça e os materiais necessários a uma sobrevivência digna e feliz, disponibilizaríamos de menos tragédias estampadas nas capas dos jornais, revistas e em destaque nas diversas vertentes da internet.

7 bilhões...deem-me 7 bilhões de alternativas a vida!




 

30 de outubro de 2011

Oportunidade...

A palavra que intitula este texto sempre surge em minha mente quando percebo as mazelas brasileiras que ano após ano não se extinguem, pelo contrário tornam-se cada vez mais frequentes e assomam a população indiferente a sua origem e/ou crença, como provável solução destas. 
Aliando oportunidade e  o ideal de promover a realização justa do sonho de milhões de brasileiros, surge o  curso pré-vestibular Universidade Já,  projeto realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU), por meio do Núcleo de Educação Inclusiva (Neif), oferecido pelo Governo do Estado através da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH) no seu sistema conhecido por  POD (Programa de Oportunidades e Direitos).
A iniciativa chega ao estado do  Rio Grande do Sul, com três sedes uma em Santa Maria e duas em Porto Alegre, carregando consigo a marca de 64% de aprovação em universidades federais.
Estudo atualmente em uma das sedes de Porto Alegre e presencio a cada noite uma motivação diferente entre meus 200 colegas, que trabalham e mantem seus compromissos devidamente, mas que estão sempre presentes demonstrando interesse em quebrar essa barreira criada pela promoção, em maior número, do Ensino Superior àqueles abastados economicamente, embora estes mesmos sejam minoria em nosso país. Surpreende o fato de o mais velho da turma ter sessenta anos se comparado a novata de dezesseis que vos fala.
Nesses últimos dias, minha rotina foi completamente alterada e sei que faço falta a algumas pessoas, da mesma forma que essas compreendem que o meu futuro está em jogo. Tenho observado continuamente as faces da capital gaúcha ao entardecer e à noite, confesso que a duplicidade é apavorante. Mas há a conformidade de alguns pela característica de "cidade grande" que lhe é atribuída, felizmente não apresento a mesma e acredito que Porto Alegre tem muito a mudar e a demora não é representada somente pelo atraso das obras no estádio Beira-Rio. A Copa do Mundo virá na mesma época em que chuvas atormentam nosso estado, se a capital não criar estratégias tanto ao trânsito conturbado quanto as ruas e avenidas alagadas e calçadas com suas armadilhas para os pedestres, as frentes frias coibirão o povo gaúcho de demonstrar sua alta capacidade receptiva por meio de seu chimarrão e de toda sua cultura, uma das mais belas do país.
Oportunidades...vou seguir determinada nesta trajetória que iniciei com meus 200 colegas em busca de um futuro melhor, mas não poderia deixar de citar que a grande chance de o país e de suas capitais tornarem-se atrativo turístico constante das rotas estrangeiras está se esvaindo aos poucos como a crença de que o "muito é para poucos".